Hospital Erasto Gaertner testa novo modelo de acesso a medicamentos contra o câncer pelo SUS Por CLAYTON BURGATH Postado em 16 de outubro de 2026 0 Unidade de Curitiba é a única do Paraná a participar do projeto-piloto, que prevê ampliar o acesso a tratamentos oncológicos de alto custo em todo o Brasil. O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, está participando de uma iniciativa do Ministério da Saúde que pretende facilitar o acesso de pacientes com câncer a medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. A instituição é a única do Paraná entre os serviços selecionados para testar o novo modelo de Assistência Farmacêutica em Oncologia, conhecido como AF-Onco. Nesta quinta-feira, dia 15 de outubro, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, acompanhou a implantação do projeto, que deverá servir de referência para a ampliação do programa em todo o país. A proposta é reorganizar a compra, a distribuição e o acompanhamento dos medicamentos utilizados no tratamento de diferentes tipos de câncer. Entre as principais mudanças está a possibilidade de compras centralizadas pelo Ministério da Saúde, além da negociação nacional de preços com os laboratórios farmacêuticos. A iniciativa também prevê maior controle dos estoques e do fornecimento dos medicamentos, buscando evitar desperdícios e melhorar a disponibilidade dos tratamentos. Segundo as informações divulgadas, o programa prevê a incorporação de 23 medicamentos, com 25 novas indicações terapêuticas, e poderá beneficiar aproximadamente 111 mil pacientes em todo o Brasil. O investimento anual estimado para os novos medicamentos é de 2 bilhões e 100 milhões de reais. Os tratamentos contemplam diferentes tipos de câncer, incluindo tumores de mama, pulmão e ovário, além de doenças como leucemia. A fase de testes permitirá avaliar o funcionamento dos sistemas, a distribuição dos medicamentos e os procedimentos necessários para que o novo modelo seja ampliado à rede pública. Para os pacientes que dependem do SUS, a expectativa é de maior organização no acesso a tratamentos modernos, que muitas vezes apresentam custos elevados. O Ministério da Saúde destaca que a experiência adquirida nas unidades participantes será importante para corrigir eventuais dificuldades antes da expansão nacional do programa.