Home Saúde Hospital Erasto Gaertner testa novo modelo de acesso a medicamentos contra o câncer pelo SUS

Hospital Erasto Gaertner testa novo modelo de acesso a medicamentos contra o câncer pelo SUS

0

Unidade de Curitiba é a única do Paraná a participar do projeto-piloto, que prevê ampliar o acesso a tratamentos oncológicos de alto custo em todo o Brasil.

O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, está participando de uma iniciativa do Ministério da Saúde que pretende facilitar o acesso de pacientes com câncer a medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.

A instituição é a única do Paraná entre os serviços selecionados para testar o novo modelo de Assistência Farmacêutica em Oncologia, conhecido como AF-Onco.

Nesta quinta-feira, dia 15 de outubro, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, acompanhou a implantação do projeto, que deverá servir de referência para a ampliação do programa em todo o país.

A proposta é reorganizar a compra, a distribuição e o acompanhamento dos medicamentos utilizados no tratamento de diferentes tipos de câncer.

Entre as principais mudanças está a possibilidade de compras centralizadas pelo Ministério da Saúde, além da negociação nacional de preços com os laboratórios farmacêuticos.

A iniciativa também prevê maior controle dos estoques e do fornecimento dos medicamentos, buscando evitar desperdícios e melhorar a disponibilidade dos tratamentos.

Segundo as informações divulgadas, o programa prevê a incorporação de 23 medicamentos, com 25 novas indicações terapêuticas, e poderá beneficiar aproximadamente 111 mil pacientes em todo o Brasil.

O investimento anual estimado para os novos medicamentos é de 2 bilhões e 100 milhões de reais.

Os tratamentos contemplam diferentes tipos de câncer, incluindo tumores de mama, pulmão e ovário, além de doenças como leucemia.

A fase de testes permitirá avaliar o funcionamento dos sistemas, a distribuição dos medicamentos e os procedimentos necessários para que o novo modelo seja ampliado à rede pública.

Para os pacientes que dependem do SUS, a expectativa é de maior organização no acesso a tratamentos modernos, que muitas vezes apresentam custos elevados.

O Ministério da Saúde destaca que a experiência adquirida nas unidades participantes será importante para corrigir eventuais dificuldades antes da expansão nacional do programa.

Comentários estão fechados.

Veja Também

Cirurgião do Hospital Angelina Caron fala sobre obesidade, medicamentos e cirurgia bariátrica

O médico Pedro Henrique Caron, cirurgião do Hospital Angelina Caron, em entrevista ao Cana…