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Síndrome de Fim de Ano: como lidar com os sentimentos de tristeza típicos dessa época

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O final do ano se aproxima e, com ele, uma atmosfera de expectativas, planos e reuniões familiares, que compõem, em teoria, um clima altamente festivo. Para alguns, esse momento é de fato marcado pela felicidade, mas para muitos  pode desencadear a chamada “Síndrome de Fim de Ano”, caracterizada por sentimentos de tristeza e melancolia que surgem especificamente nessa época, podendo até mesmo evoluir para casos de depressão e ansiedade.

Filipe Colombini, psicólogo e CEO da Equipe AT, fala sobre os desafios emocionais enfrentados por muitas pessoas durante o final do ano.

PORTAL: Filipe, poderia explicar o que é a Síndrome de Fim de Ano?

Filipe Colombini: Claro! A Síndrome de Fim de Ano é caracterizada por sentimentos de tristeza, melancolia e, em alguns casos, até depressão e ansiedade durante o período festivo de novembro e dezembro. Para muitos, essa época, teoricamente festiva, pode desencadear uma série de emoções desafiadoras.

PORTAL: Quais fatores contribuem para esses sentimentos negativos?

Filipe Colombini: Principalmente, há uma pressão social para sentir-se feliz, realizado e pronto para novas metas no próximo ano. Essa expectativa idealizada de positividade pode gerar desconforto, intensificando sentimentos negativos, especialmente em ambientes familiares tóxicos, onde as demandas impostas podem levar a uniões forçadas, desencadeando sentimentos prejudiciais.

PORTAL:  Você mencionou elementos-chave para lidar com essa situação. Poderia explicar como o autoconhecimento, o autocontrole e a tomada de decisões alinhadas com valores individuais podem ajudar?

Filipe Colombini: Certamente. O autoconhecimento envolve compreender nossas próprias emoções, gatilhos e necessidades durante esse período desafiador. Isso nos permite criar estratégias personalizadas para enfrentar as adversidades. O autocontrole ajuda a gerenciar conscientemente nossas reações emocionais diante das pressões festivas, evitando respostas impulsivas que possam aumentar o estresse. E a tomada de decisões alinhadas com valores pessoais é fundamental para escolher atividades que priorizem nosso bem-estar, mesmo que isso signifique estabelecer limites ou recusar certas demandas sociais.

PORTAL:  Qual conselho você daria para atravessar esse período desafiador?

Filipe Colombini: É importante seguir um caminho próprio, alinhado com uma rede de suporte saudável. Profissionais de saúde mental podem oferecer não apenas tratamento, mas também um plano de segurança para enfrentar as turbulências culturais desse período.

Filipe Colombini: psicólogo, fundador e CEO da Equipe AT, empresa com foco em Atendimento Terapêutico que atua em São Paulo(SP) desde 2012. Especialista em orientação parental e atendimento de crianças, jovens e adultos. Especialista em Clínica Analítico-Comportamental. Mestre Relatório de Assessoria de Imprensa Período: 15/05/2022 a 14/11/2023 Página 41 de 179 em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Professor do Curso de Acompanhamento Terapêutico do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas – Instituto de Psiquiatria Hospital das Clínicas (GREA-IPq-HCFMUSP). Formação em Psicoterapia Baseada em Evidências, Acompanhamento Terapêutico, Terapia Infantil, Desenvolvimento Atípico e Abuso de Substâncias.

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