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Os primeiros sinais de um relacionamento tóxico

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Saiba como detectar os indicativos sutis dessa relação e o que fazer

Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2008), possui graduação em Psicologia pela mesma instituição. Autor do livro “Histórias da Gestalt-Terapia – Um Estudo Historiográfico”. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e do Curso Lato-Sensu de Especialização em Gestalt-terapia do ITGT-GO. Coordenador do NEPEG Núcleo de estudos e pesquisa em gerontologia do ITGT. É membro do Conselho Editorial da Revista da Abordagem Gestáltica. Consultor Ad-hoc da revista Psicologia na Revista PUC-Minas (2011).

Em 2021, dados do Instituto Datafolha encomendados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelaram que uma a cada quatro mulheres acima de 16 anos sofreu violência física, psicológica ou sexual durante a pandemia de Covid-19, totalizando cerca de 17 milhões de pessoas. O FBSP também registrou 1.350 casos de feminicídio em 2020, indicando um caso a cada seis horas e meia, um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior. É importante salientar que nem todo relacionamento tóxico chega às vias de fato. A parceria abusiva pode se iniciar de maneira sutil, enredando pessoas em um ciclo de tensões, violências e reconciliação.

Segundo Danilo Suassuna, idealizador do Instituto Suassuna, que organiza e realiza congressos, seminários, workshops e extensões voltadas aos profissionais da psicologia, o abuso pode começar com gestos aparentemente inofensivos, que acabam se transformando em comportamentos de controle e humilhação. “Os primeiros sinais podem parecer inocentes, mas não são. Diminuir uma pessoa com brincadeiras e piadas ou cercear a liberdade de alguém são alertas vermelhos”, afirma.

O ciclo do relacionamento abusivo se inicia com uma fase de construção de tensões, seguida pela explosão da violência e, por fim, a chamada “lua de mel”, onde o abusador pede desculpas e promete mudança. Muitas vezes, as vítimas se calam diante desses comportamentos por medo ou vergonha, ouvindo e aceitando as desculpas do parceiro, o que perpetua o ciclo.

Sinais sutis podem incluir acúmulo de chateações, críticas desmedidas, energia negativa constante na relação e um sentimento de desconforto ao estar junto ao parceiro. “É essencial reconhecer esses sinais para buscar ajuda”, alerta o especialista.

Ele pontua que seja por uma constante luta de controle e poder, crises de ciúme ou ausência de apoio nas escolhas de vida de um dos parceiros, cada um desses sinais merece atenção e pode indicar um relacionamento tóxico.

“Para curar-se de um relacionamento tóxico, é crucial reconhecer a situação e construir um sistema de apoio”, diz. Aceitar a realidade do relacionamento e investir em autoconhecimento são passos fundamentais nesse processo.

Além disso, Suassuna indica passos simples como escrever sobre os sentimentos, ler livros de autoajuda e, claro, buscar auxílio de um psicólogo. Esses são caminhos que podem ser úteis para ressignificar experiências e construir relacionamentos saudáveis no futuro.

Danilo Suassuna

Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2008), possui graduação em Psicologia pela mesma instituição. Autor do livro “Histórias da Gestalt-Terapia – Um Estudo Historiográfico”. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e do Curso Lato-Sensu de Especialização em Gestalt-terapia do ITGT-GO. Coordenador do NEPEG Núcleo de estudos e pesquisa em gerontologia do ITGT. É membro do Conselho Editorial da Revista da Abordagem Gestáltica. Consultor Ad-hoc da revista Psicologia na Revista PUC-Minas (2011). Para mais informações acesse o instagram: @danilosuassuna. 

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