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Hospitais filantrópicos: Verba de Custeio x Verba de Investimentos

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Quando se fala na engrenagem que move o sistema de Saúde, seja ela qual for, sempre é complexa. E ainda mais grave quando falamos em hospitais. Pior ainda se for de cunho filantrópico (que não visa lucro).

Como ninguém vive de vento, e nem relógio trabalha de graça, é quase unanimidade – em nível nacional – casas hospitalares filantrópicas passem por dificuldades financeiras para suas subsistências.

Nessa balança há dois pesos e duas medidas!

A verba de investimento é importante para equipar hospitais, para a reestruturação dos seus serviços, para reformas e aquisição de materiais médico-hospitalares, entre outras ações, conforme a necessidade e o planejamento de cada instituição. Isso realmente é importante, até para não ficar obsoleto, e visto como uma entidade ultrapassada, ou que não oferece os recursos materiais necessários para o atendimento digno e adequado.

Esse tipo de verba (investimento), até é possível obter espaçadamente, mas só isso não basta!

Do outro lado da balança vem a chamada Verba de Custeio, que remete a manutenção do sistema interno funcionando, e aqui o leque é grande e constante pois vai, desde o pagamento de energia elétrica até salários dos profissionais.

Sim, pois de nada adianta ter um hospital com equipamentos de última geração, se faltam recursos para sua manutenção (para poder funcionar), ou se não há recursos necessários para pagar profissionais que operem tais equipamentos.

Eis, portanto o “Calcanhar de Aquiles”. A chamada verba de custeio (dinheiro, din din, grana) chame como quiser; mas necessária para manter todo o sistema de um hospital funcionando é bem mais difícil de se conseguir, e de maneira constante.

Claro, existem os serviços pagos pelo SUS, entre outras fontes de renda. Mas para que isso ocorra é preciso um fluxo de dinheiro em Caixa mais constante e previsível para manter muitos hospitais abertos e funcionando.

Se não fosse assim, casas hospitalares não viveriam fazendo bazares beneficentes, eventos festivos, sorteios de prêmios para pagamento muitas vezes de salários de seus funcionários, pois os recursos que vem de outras fontes não suprem a demanda mensal, necessária e constante.

Por isso, e pelo que se observa hospitais filantrópicos estão cada vez mais buscando alternativas de fontes de renda, e aí entram as parcerias com os municípios, ou seja, a “contratualização de serviços”.

Como exemplo o município de Rio Azul, em que a prefeitura tem na atualidade feito a contratação de serviços, dentro do limite que a legislação permite, que se refere a contratação de serviços de urgência e emergência do hospital local, onde após as 17h, é permitido contratar esse tipo serviço  em favor da população local que necessita dos atendimentos (que fazem parte da rede básica de saúde – urgência e emergência) junto ao hospital.

Por isso, em Rio Azul, desde 2017 o total de recursos contratados vem crescendo significativamente a cada ano (em 2017 foram R$ 129.869,20; 2018 foram R$ 180.732,95 e, em 2019 R$ 266.545,80).

Assim o setor de custeio mensal pôde ser melhor organizado, pois tem a garantia do recebimento contínuo de recursos.

Outro exemplo, é o que ocorre com o município de Rebouças, que também mantém a contratualização de serviços junto ao hospital da cidade após as 17h, também para urgência e emergência.

Portanto há dois pesos e duas medidas importantes quando se fala em hospitais filantrópicos: a melhoria e modernização nos equipamentos e especializações e, do outro lado, não menos importante, a fonte constante de recursos necessários para a manutenção dos atendimentos (verbas de custeio), que é mensal, e o volume vem a cada ano aumentando, ou recaindo cada vez mais sobre os municípios.

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