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Síndrome mão-pé-boca volta a ser incidente em crianças brasileiras

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A síndrome do mão-pé-boca é uma infecção viral muito comum na primeira e segunda infâncias, e é causada por um vírus. Pela transmissão ser por saliva, a doença diminuiu bastante no período de pandemia já que as crianças mais velhas utilizavam máscara ou nem tinham contato com outras crianças. Mas, com as pessoas retornando às atividades normais e saindo de casa, ela começa a aparecer e ter mais incidência. No Rio Grande do Sul, por exemplo, houve 21 surtos, que atingiram mais de 11 cidades, de acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde.

Segundo explicação da pediatra Natalia Silva Bastos, a doença começa na região bucal, em volta dos lábios. São pequenas bolinhas e aftas que dificultam bastante a alimentação das crianças, que perduram de sete a dez dias, e quanto mais o tempo passa, pior fica.

“A transmissão da doença é por saliva, não é pelo contato, então o uso de máscara tem ajudado muito a reduzir essa transmissão. A doença voltou, ela circula muito nessa época do ano, então não é exatamente que ela voltou, ela circula nesta época do ano.”

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Para o tratamento, recomenda-se óleo de girassol, antialérgico e anti-inflamatório. No banho, a mãe pode passar na criança uma mistura de água, maisena e aveia na pele, para acalmá-la. Durante e depois da doença, é importante sempre utilizar protetor solar, para não ficar nenhuma mancha ou cicatriz. Apesar da transmissão alta, no geral, é uma doença tranquila, segundo a médica Natália.

Mãe de Rafaela, Kelen Barros, começou a perceber que sua filha apresentava dor na garganta no dia do feriado (15). Ela então levou a criança de apenas dois anos para se consultar com a pediatra Natália, a qual disse para verificar se era a doença, porque estava tendo um surto na região. Um dia depois, a pequena começou a apresentar todos os sintomas característicos.

“É muita dor, né? Para comer, então. A mãe já fica preocupada quando o filho não come, e nesse caso, não comia porque está sentindo dor. É muito angustiante.”

O perigo maior, na avaliação da pediatra, é quando a criança coça as inflamações com a mão suja. Esse ato pode gerar uma infecção bacteriana e, assim, ser necessário o uso de antibiótico e tratamento mais intenso.

 

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