Home Notícias Regionais Rebouças – Prefeito comenta sobre Hospital, que enfrenta desafios para resolver dívida milionária e questões de legitimidade na administração hospitalar

Rebouças – Prefeito comenta sobre Hospital, que enfrenta desafios para resolver dívida milionária e questões de legitimidade na administração hospitalar

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De acordo com o prefeito essa insistência da atual diretoria em permanecer  só causa um desgaste para eles mesmos , face uma grande mobilização de colaboradores voluntários e da própria população que busca a destituição da atual diretoria 

De acordo Rebouças, 11 de junho de 2024 — O Prefeito de Rebouças, Luiz Zak (PSD), comentou sobre a complexa situação do Hospital Dona Darcy Vargas, que está prestes a ser leiloado devido a uma dívida acumulada  (em dois milhões de reais), sendo essa apenas uma, das dívidas após a instituição falhar em cumprir um acordo judicial. A dívida surgiu de um processo movido pelo médico Dr. Hugo Reis, e a administração do hospital não conseguiu honrar os pagamentos acordados. (existe, ao que se sabe, ao menos mais uma dívida perante aos funcionários, e uma ação movida pela Caixa Econômica Federal, também no valor próximo de 01 milhão de reais).

Origem da dívida e críticas à suspensão dos pagamentos

Zak revelou que a dívida é resultado de contratações antigas, ocorridas entre 2000 e 2017, durante um período de administração anterior do hospital. “A ação judicial é recheada de problemas, com ex-dirigentes do hospital depondo a favor do executante, o que é lamentável,” comentou.

O prefeito criticou a decisão da administração hospitalar de suspender os pagamentos do acordo judicial. “Eu creio que esse foi o grande erro nessa história. Teriam que ter remodelado o acordo, não simplesmente deixado de pagar,” afirmou.

Informações sobre os bens do hospital

Zak comenta de que a Justiça do Trabalho solicitou informações sobre os bens do hospital, e a Prefeitura, cumprindo seu dever, informou sobre a existência do imóvel hospitalar. “Não  é que a Prefeitura indicou o imóvel para penhora, apenas informou que ele existia,” frisa Zak.

Crise de legitimidade na administração do hospital

Além dos problemas financeiros, o hospital enfrenta uma crise de legitimidade em sua administração. Zak relata que a diretoria atual daquela casa hospitalar,  convocou uma eleição em novembro de 2023, mas a eleição foi suspensa por uma liminar, gerando uma enorme confusão. “A própria chapa da atual presidente, (tendo a maioria de seus integrantes concorrendo a reeleição) entrou com a liminar. Os advogados que entraram com a liminar são os mesmos que estão prestando serviço para o hospital agora? Está uma situação muito confusa, muito difícil de resolver dessa maneira,” destacou o prefeito.

Zak fala sobre a Liminar

Zak também frisa a questão da liminar que foi concedida no dia 20 de maio último. “Essa liminar que a Justiça concedeu,  não diz exatamente que esse mandato da atual diretoria está valendo até o ano que vem!”.

Inegociável com atual Gestão, ou quem ela indicar ou apoiar

Sobre essa questão (leilão) é algo ainda mais complicado de se resolver visto que o credor (Dr. Hugo) se nega em qualquer tratativa de negociação ou parcelamento, seja com a atual diretoria, ou quem ela apoiar, conforme  frisado pelo próprio Dr. Hugo Reis, no último dia 9 de junho, logo após ato que visa a destituição  da atual diretoria, que ocorreu no plenário do legislativo reboucense. (continua após vídeo abaixo)

Apesar das adversidades, Zak reafirmou o compromisso da Prefeitura em assegurar que a população não ficará desassistida. “Se isso não se resolver, e  hospital for a leilão, o município abrirá imediatamente um pronto-socorro ou contratará outro hospital para garantir o atendimento” garantiu o prefeito. Ele mencionou que, mesmo se o hospital for arrematado, é provável que continue funcionando como instituição de saúde, independentemente de ser filantrópico ou privado. “O importante é que preste um bom serviço e atendimento à população,” concluiu.

A situação do Hospital Dona Darcy Vargas é sem dúvida dramática pois envolvendo questões financeiras, administrativas e legais. E pelo visto, a atual diretoria, mesmo sabendo que há um clamor popular, e de colaboradores expontâneos, pela sua destituição, ainda insiste em tentar se segurar à frente do hospital.

Cabe salientar de que está marcada para o dia 29 de junho, uma nova assembleia de colaboradores expontâneos do hospital,  quando será votada a retirada da atual direção.

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