REBOUÇAS- POLÍTICA COMENTADA Por CLAYTON BURGATH Postado em 3 de dezembro de 2025 0 Uma síntese comentada sobre os principais pontos da reunião do legislativo reboucense, na noite de 02 de dezembro último. Por: Clayton Burgath – jornalista VITOR BUHRER SEM DÓ: “POVO NÃO É PALHAÇO” E SANEPAR TEM DE EXPLICAR FALTA D’ÁGUA O vereador Vitor Buhrer elevou o tom. Disse que ao seu ver, o Conselho Municipal de Trânsito está parado — e que, sem ele funcionando, fica difícil garantir segurança perto das escolas. Pediu duas lombadas urgentes no Barreiro e avisou: “quero resolver antes da tragédia”. Fica o recado. Mas o fogo maior foi contra a Sanepar. Buhrer visitou casa sem água na Rua Abraão Sarkis Mellen e disse que o problema é velho conhecido. Mesmo com investimento de R$ 11 milhões, segundo ele, nada mudou. A crítica foi direta: “investiram para destruir asfalto ou para melhorar a vida do povo?” Se o abastecimento não normalizar, ele promete acionar o Ministério Público. AGUINALDO HURBIK EXPÕE FALHAS: SUBSÍDIO ATRASADO, COBRANÇA ILEGAL E SANEPAR NO BANCO DOS RÉUS Aguinaldo Hurbik trouxe um combo de reclamações. Primeiro, o subsídio estudantil: segundo informações que o parlamentar recebeu, o último pagamento caiu em julho. Para estudantes que dependem desse apoio, é atraso e falta de respeito. Depois, o caso de cobrança de iluminação pública em área rural — onde, por lei, ela não existe. Hurbik “bateu na mesa”: ninguém deve mendigar por correção do que nunca deveria ter sido cobrado. E a Sanepar, mais uma vez, virou alvo. Falta d’água no Terra Nova, entupimentos perto do CMEI Iracema, e obras milionárias que não resolveram nada. O vereador alertou que, se isso gerar ações judiciais, pode sobrar até para precatórios. Mensagem dada: ele quer respostas, e rápidas. NEIVA COSA SOLTA O VERBO: CULTURA NÃO É PERFUMARIA E COPEL NÃO PODE DEIXAR A CIDADE NO ESCURO A vereadora Neiva Cosa mandou um recado direto: cultura não é firula, é identidade. Ao agradecer o reconhecimento pelo apoio às benzedeiras, ela lembrou que preservar tradições é papel permanente do poder público — e não favor. Mas o tom azedou quando o assunto foi iluminação pública. Segundo Neiva, a Copel anda devendo — e muito. Há bairros com quase seis meses de espera por serviços de baixa tensão. A vereadora foi taxativa: escuridão não é só incômodo, é segurança pública negligenciada. MAZUR: TRAVESSIA ESCOLAR VIROU ARMADILHA E GASTOS PRECISAM SER ESTUDADOS O vereador Alessandro Mazur resolveu mostrar, com fotos, o que muitos pais de alunos já sabem: a travessia elevada perto do Colégio Júlio Cesar virou armadilha. Sujeira, grade amassada, vegetação acumulada — um cenário que desafia. Mazur pediu intervenção imediata da Secretaria de Urbanismo. A bronca parlamentar é simples: se não fizerem agora, alguém acaba se machucando. Não parou por aí. O vereador quer apoio técnico para analisar os gastos junto à empresa uma empresa que presta serviços ao município e, após receber documentos do Executivo. Mazur diz querer analizá-los — sinal de que, na prática, a oposição anda fiscalizando. MÁRCIA FREITAS PIANARO SOA O ALARME: PROJETO ATRASA E CIDADE PODE PERDER RECURSOS MILIONÁRIOS A vereadora Márcia Freitas Pianaro não economizou aviso: desde junho cobra que o setor competente para que agilize os projetos de pavimentação. Agora, dezembro chegou e quase nada saiu do papel. O caso mais urgente é o da Meia Lua do Marmeleiro. O dinheiro está garantido pelo deputado Moacir Fadel — falta só o projeto da prefeitura. Mas faltam também pressa do planejamento, deu à entender em sua fala. Márcia lembrou que ano eleitoral complica tudo. Se a licitação não começar ainda este ano, pode ficar para depois… ou para nunca. A vereadora quer prazos revistos, cronogramas respeitados e acompanhamento semanal. É o básico. TIU CHICO APERTA O CERCO: “SE O PROJETO JÁ FOI PAGO, CADE ELE?” O presidente da Câmara, Tiu Chico, reforçou a cobrança de Márcia Pianaro sobre a Meia Lua do Marmeleiro. Disse que o secretário havia prometido entregar o projeto no dia 28 — e não entregou. Mais grave: essa mesma promessa foi feita ao deputado Moacir Fadel. Sem projeto, não há liberação de recursos. E aí, perde-se tudo. Tiu Chico lançou o questionamento: o projeto já foi pago? Se sim, por que não foi entregue? Se não, por que não foi concluído? Uma obra de mais de R$ 10 milhões. “Se o projeto não for entregue, compromete todo nosso trabalho político”, resumiu o presidente. WSZOLEK DISPARA CONTRA COPEL E DNIT: “PREJUÍZO AO FUMICULTOR NÃO PODE SER ROTINA” Marco Wszolek fez um relato duro: o fim de semana passado rendeu prejuízo pesado a produtores de fumo por falta de energia. Estufas desligadas, fumo perdido, mão de obra paga e descartada. Em duas comunidades, oito horas de apagão significaram dinheiro queimado — literalmente. O vereador cobrou prioridade máxima da Copel para áreas rurais. Quem vive do fumo sabe: meia hora de interrupção já compromete, imagina seis ou oito. Wszolek ainda voltou a apertar o DNIT por causa de um entroncamento perigoso na BR-153. Já houve acidente recente, e o pedido por lombada eletrônica virou um SOS. Ou seja: ou se faz algo agora, ou continua o risco diário de tragédias anunciadas. PAIOL EM PAUTA: TIU CHICO DEFENDE PRODUTOR E DENUNCIA QUEDAS DE ENERGIA QUE “DESTROEM A SAFRA” O presidente da Câmara também disparou contra as quedas de energia que, todo ano, acontecem no pior momento: a secagem do fumo. Produtor perde mercadoria, perde dinheiro, perde sono — e a Copel não perde o hábito de atrasar. Tiu Chico disse ter ligado pessoalmente para a companhia. A cena se repete: quem trabalha o ano inteiro é quem arca com o prejuízo. Sobre o projeto da compra do fumo no paiol, ele lamentou a retirada de pauta e reforçou que a ideia não é “capricho”, mas dignidade ao agricultor. Disse que tem rodado Brasília e Curitiba para defender a proposta e reafirmou: “quem teme essa lei, teme ver o produtor mais forte”. Também apoiou a cobrança sobre o subsídio estudantil atrasado — prometeram 100%. (análise e comentários feitos com base nos dicursos dos Edis).