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Rebouças, ganha projeto pioneiro de requalificação urbana do Governo do Estado

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Trata-se da nova Vila Facão, conjunto habitacional feito praticamente do zero pelo programa Nossa Gente, coordenado pela Cohapar e pela Sejuf, Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho. O investimento é de quatro milhões e 200 mil reais, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Além das 53 novas moradias, o local conta com toda a infraestrutura necessária, como pavimentação asfáltica, paisagismo, sinalização, calçadas, saneamento e acesso à luz e água, com apoio da prefeitura. A cuidadora de idosos Conceição Matozo, de 39 anos, é moradora da Vila Facão há mais de 10 anos. Em meados de 2015 a casa dela desmoronou, e ela não conseguiu construir uma nova. Conceição relembrou o caso e celebrou a conquista de uma casa digna para ela, o marido e a filha de quatro anos.

 

A nova Vila Facão é um dos primeiros grandes projetos de requalificação urbana do Estado nessa década. Nesse modelo, os moradores deixam as antigas casas e recebem ajuda de custo de 480 reais para aluguel durante as obras, custeados pela Sejuf. Depois, eles retornam para morar no mesmo terreno, mas com uma casa totalmente nova. O programa é destinado para a chamada Faixa 1, a mais vulnerável, e não gera nenhum compromisso de dívida. A construção da nova Vila Facão começou em julho do ano passado e está 90% concluída. Serão beneficiadas diretamente 165 pessoas na área, que recebeu 20 novas casas geminadas e 30 independentes, com custo unitário entre 50 e 55 mil reais. Todas são de alvenaria, com 40,99 metros quadrados, dois quartos, cozinha, sala de estar e banheiro. A vila Facão conta ainda com duas casas que foram reformadas e uma, em bom estado de conservação, que permaneceu mas recebeu ajustes. A aposentada Margarida Alvani Ferreira dos Santos, de 67 anos, ficou feliz de poder continuar morando no mesmo bairro, mas em uma outra condição.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca que projetos como o de Rebouças serão consolidados nos próximos anos com novos investimentos urbanos e o fortalecimento do programa Vida Nova, que pressupõe o desfavelamento do Paraná e apoio de 16 secretarias em torno do acompanhamento dessas famílias.

Jorge Lange, diretor-presidente da Cohapar, destacou a missão de dar um lar adequado aos paranaenses.

A intervenção completa contou com apoio da prefeitura de Rebouças. As novas unidades ajudam a diminuir um deficit ainda em torno de 300 casas no município, como destacou o prefeito Luiz Everaldo Zak.

De acordo com os critérios do programa Nossa Gente, os moradores cadastrados deverão permanecer por, pelo menos, dez anos nesses imóveis. Nesse período o município fará o acompanhamento social das famílias, inclusive em relação ao acesso das crianças ao ensino regular. Apenas depois desse tempo elas receberão as escrituras definitivas. Atualmente, a Cohapar tem 1.960 casas em municípios de todas as regiões do Estado, além de outras 1.583 unidades em processo de licitação. Há, ainda, 1.017 nos trâmites de contratação. A expectativa da Cohapar é alcançar 30 mil unidades até o final de 2022, o que vai ajudar a conter um deficit de 400 mil moradias urbanas.

AEN.

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