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Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais comenta sobre programas, projetos e expectativas para o campo

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Vanderson Andrade, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rebouças comentou que, com a pandemia do coronavírus, as solicitações junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram prejudicadas, visto que o órgão está fechado para atendimento presencial ao púbico até este dia 22 de maio. “Um dos trabalhos mais afetados foi encontrado para receber o auxílio-doença e acidente de trabalho visto que atualmente tudo é realizado via digitalização. Se quando o trabalhador estando presente junto ao médico perito já era difícil conseguir o benefício, com esse sistema está praticamente impossível”, frisa Vanderson.
NECESSIDADE DE REGULARIZAR A UNIÃO ESTÁVEL – Outra questão apontada por ele é o fato de que, em virtude de alterações no INSS, os casais amasiados – que não formalizaram o casamento civil – que ao menos procurem realizar um documento oficial de União Estável, isso porque somente assim o INSS está aceitando conceder benefícios . “Os companheiros, assim como os cônjuges, estão inseridos dentro da 1ª classe de dependentes, também conhecidos como preferenciais. Apenas a partir da Carta Magna de 1988 é que se passou a regulamentar o instituto da união estável, de forma que o parágrafo 3º do art. 226 consagrou que: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”, frisa o presidente do Sindicato.
PAA – O presidente sindical abordou também sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Segundo Vanderson, a expectativa é que já para o próximo mês o PAA que abrange a Associação de Agricultores do Marmeleiro, ele já esteja em execução no município. “Esse projeto que é federal, poderá beneficiar aproximadamente 45 agricultores, os quais poderão entregar sua produção de verduras, e assim beneficiando aproximadamente 2.000 pessoas”, comenta Vanderson.
Segundo ele, diferente de outros programas emergências – que tem duração de três meses – o PAA tem uma expectativa de contratualização para um ano e meio. “O valor desse projeto é de 317 mil reais, o que vai colaborar no incremente da economia do nosso município. Isso é muito bom pois vai auxiliar nossos agricultores, principalmente nesse momento de crise ocasionada pelo novo coronavírus”, destaca Andrade.

Vanderson frisa que esse projeto é resultado de um trabalho que o Sindicato vem tratando deste 2019, junto a CONAB.
Além do PAA (federal), há também a outra linha de PAA (estadual), na ordem de 70 mil reais, que tem duração de três meses. “Esse é um projeto novo, desenvolvido pelo Estado para auxiliar no combate à crise econômica atual no campo. “Nesse projeto nós entramos via cooperativa, e assim atendendo além de Rebouças, mais seis municípios do nosso entorno. Nesse projeto, nós fomos contemplados para o fornecimento de aproximadamente oito mil quilos de fubá, alimento esse que faz parte das raízes da agricultura familiar. Assim nossos agricultores que tem milho para venda poderão ter uma comercialização garantida. Esse é um trabalho da união de esforços do Sindicato, da Cooperativa e da Secretaria Municipal de Agricultura de Rebouças”, informa Vanderson.
DIFICULDADES – O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rebouças lamentou que o auxilio emergencial para os agricultores, que seria o adiantamento do plano safra, e a liberação de um crédito de 20 mil para custeio, bem como a prorrogação de dívidas dos agricultores, são questões que acabaram não se concretizando. “Lamentamos isso, e a informação que temos de nossos representantes em nível federal dão conta de que boa parte disso foi em função do enfraquecimento do trabalho da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, junto ao Ministério da Economia. Mas o nosso trabalho sindical, contando com nossos representantes nas esferas estadual e federal continua pensando sempre em apoiar e conseguir benefícios aos nossos agricultores e agricultoras”, conclui Vanderson.

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