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Prefeitos da Amcespar pedem apoio do Estado para enfrentar a pandemia de Covid

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Além de apoio das lideranças, os prefeitos estão trabalhando unidos para garantir que a população de mais de 200 mil habitantes da região seja assistida.

Os prefeitos que integram a Associação dos Municípios do Centro-Sul do Paraná (Amcespar) participaram de uma reunião virtual com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, e com técnicos da pasta, além de lideranças políticas, como o deputado estadual e líder do Governo do Estado na Alep, Hussein Bakri . Na pauta estava o pedido de apoio do Governo do Paraná à região para combater a pandemia, que está em seu pior momento.

Os gestores municipais pediram uma atenção especial aos municípios da 4ª Regional de Saúde, que tem como referência a Santa Casa de Irati, que está sobrecarregada. Hospitais de pequeno porte, como os de Rebouças e Rio Azul, além dos prontos atendimentos, como de Irati e Imbituva, estão atuando de retaguarda assistindo pacientes, muitos em estado grave.

“A situação é muito triste. A Santa Casa está atendendo hoje 10 municípios. Então, se o governo puder ajudar a Santa Casa de Irati, estará atendendo toda a Amcespar”, afirmou o prefeito Jorge Derbli.

Uma das soluções apontadas e defendidas ocorreu através do prefeito de Imbituva,  Celso Kubaski, que pede a reabertura do hospital São João. Ele comunicou que o município passa a adotar medidas mais restritivas, como forma de conter o avanço da doença, que já fez mais de 60 vítimas imbituvenses.

O pedido por uma intervenção maior do estado na região Centro Sul foi reforçado por Junior Benato, prefeito de Inácio Martins e presidente da associação dos municípios. “Até agora, conseguimos fazer o máximo com nosso esforço. Mas agora precisamos de uma intervenção maior para nossos hospitais de referência”, pediu.

O secretário Beto Preto se dispôs a auxiliar a região, mas ponderou que a situação da área da saúde é crítica em todo o Estado. Segundo ele, atualmente 700 pessoas aguardam um leito de UTI para tratamento da Covid-19. Ele também pontuou a luta por medicamentos para intubação e de profissionais de saúde para trabalhar na linha de frente. Os estoques de medicamentos no Estado estão acabando.

“Hoje, temos 1930 leitos de UTI no Estado do Paraná. E mesmo que a gente consiga abrir mais leitos, vai faltar medicação e vai faltar profissionais para trabalhar. A situação é gravíssima. Este é o momento mais dramático na gestão da crise aqui no Paraná”, disse.

Beto Preto sugeriu a aplicação de medidas restritivas mais rígidas, tendo como base o novo decreto “guarda-chuva” do Governo do Paraná, para evitar aglomerações e, como consequência, o contágio pelo novo vírus.

Hussein Bakri se colocou à disposição da região para colaborar no que for necessário neste momento. “Alinhamos estratégias no enfrentamento à pandemia, a fim de que Estado e municípios trabalhem unidos e no mesmo sentido. Coloquei a Liderança do Governo à disposição de todos os prefeitos nessa luta difícil, mas que certamente venceremos”, ressaltou.

O cenário do Estado é grave, com alta taxa de ocupação de leitos e falta de medicamentos essenciais para sedação de pacientes que são intubados.

 

 

informações: Kelly Ramos/portal Clique

 

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