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Parkinson: uma doença que pode se tornar cada vez mais comum

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1 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Mal de Parkinson. No mundo, cerca de 9 milhões de pessoas sofrem com a doença. O mais comum é o aparecimento dos sintomas  a partir dos 60 anos. Tremores, enrijecimento dos músculos, alteração no equilíbrio e coordenação motora são alguns indicativos da doença. A neurologista Roberta Saba, coordenadora do departamento científico de transtornos do movimento da Academia Brasileira de Neurologia, comenta que é uma patologia relacionada ao envelhecimento cerebral.

“Mas existe a conjunção de fatores genéticos e ambientais que podem fazer com que o indivíduo desenvolva ou não doença de Parkinson. Mas nós não temos uma causa definida para isso. Muitas vezes, nós não temos como prever que um indivíduo vá desenvolver Parkinson e o outro  não. Uma coisa que é extremamente importante é que o diagnóstico da doença de Parkinson é eminentemente clínico. Ou seja, ele depende do médico geralmente especialista para poder fazer esse diagnóstico. E como ele faz esse diagnóstico? da identificação de sintomas motores relacionados à doença de Parkinson”

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O Parkinson é uma doença neurológica degenerativa, ou seja, os sintomas vão piorando com o tempo. O diagnóstico correto e o tratamento precoce ajudam a dar mais qualidade de vida às pessoas que convivem com a doença. Danielle  foi uma das pessoas que teve grande dificuldade no diagnóstico. Começou a apresentar sintomas de Parkinson muito nova, ainda aos 30 anos. Foram mais de seis anos de exames e tratamentos equivocados até chegar ao diagnóstico de Parkinson.
“E aí nesse no quando ele chegou dali eu já estava assim tomada por sintomas, eu tinha muitas dificuldades, não eh até pro autocuidado, eu não conseguia lavar meu cabelo sozinha, não conseguia escovar o dente, muitas eh independente do tipo de roupa não conseguia me vestir também, sozinha de ajuda eh pra cortar carne, assim coisas básico às vezes eu não conseguia fazer, sabe? Na época né? Por causa dessa toda essa restrição, essa limitação que a doença foi me causando eu fiquei realmente. Com o diagnóstico eu piorei muito, fiquei muito deprimida e tive a impressão que eu ia morrer rápido”

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Atualmente, Danielle tem 46 anos e já aprendeu a conviver com a doença. Hoje, sob efeitos da medicação adequada, já tem mais autonomia.  Além dos remédios, ela faz tratamento com fonoaudióloga, fisioterapeuta e psicólogo. A dificuldade que encontrou para achar informações e apoio fez com que Danielle articulasse o grupo Vibrar com Parkinson, que está no Instagram.

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