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Paraná terá o maior pacote de concessão de rodovias do País

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O leilão do novo Anel de Integração rodoviário do Paraná, com 4 mil e 100 quilômetros, deve gerar investimentos de mais de 100 bilhões de reais no longo prazo para o Estado. A projeção é do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que participou na última quinta-feira, em Paranaguá, da assinatura de um contrato de arrendamento no Porto da cidade ao lado do governador Carlos Massa Ratinho Junior. O ministro afirmou que o leilão paranaense é o mais significativo do pacote de concessões de rodovias do governo federal. O novo traçado desenhado pelo Governo do Estado e pela União incorpora ao polígono original, de 2.500 quilômetros, mais três rodovias estaduais que somam 1.600 quilômetros. São elas a PR-092, no Norte Pioneiro, a PR-323, no Noroeste, e a PR-280, no Sudoeste do Estado, além de trechos das BRs 163, 153 e 476 e contornos de Londrina, Ponta Grossa e Cascavel. O ministro Tarcísio Freitas ressaltou que as ações vão levar um melhor atendimento e estrutura para a população.

A projeção otimista, segundo o ministro, leva em consideração os 9 bilhões e 400 milhões de reais em investimentos adquiridos em 27 leilões da infraestrutura do ano passado, a retomada da economia brasileira e a confiança do setor privado. O governador Ratinho Junior acrescentou que o leilão do novo Anel de Integração será na Bolsa de Valores e encerra anos de desconfiança da população com esse modelo. Ele também ressaltou a inclusão de rodovias estaduais com obras muito aguardadas e outras ações de infraestrutura envolvendo as concessões

Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o novo Anel de Integração permite ao Paraná, também, maior integração entre os modais. Ele destacou que um novo modelo será aplicado nas concessões.

O governo federal investiu 60 milhões de reais no estudo da nova modelagem. Ele deve ser concluído neste ano e apontará a quantidade de lotes. A proposta em análise prevê uma modelagem que evita que empresas aventureiras se ancorem no preço da tarifa e não consigam cumprir o que está previsto na licitação. Também está planejado um modelo em que o usuário que utiliza mais as rodovias pague tarifas menores, o chamado Desconto ao Usuário Frequente. Os contratos com as atuais concessionárias foram assinados em 1997 e terminam no ano que vem.

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