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Paraná suspende vacinação de bovinos e búfalos contra a febre aftosa

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O Paraná deixará de vacinar os rebanhos de bovinos e búfalos contra a febre aftosa a partir de 31 de outubro. A suspensão da vacinação foi autorizada por instrução normativa assinada nesta terça-feira pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, no Palácio Iguaçu, em Curitiba. A medida que proíbe o uso e a comercialização da vacina no Paraná a partir do final deste mês atende o compromisso do Estado de conquistar o status de área livre da aftosa. O fim da vacinação dará início à campanha de cadastramento obrigatório de um rebanho de nove milhões e 200 mil cabeças, com vigilância sanitária redobrada. Segundo Ratinho Junior, este é um momento histórico do Estado

O governador ressaltou o agronegócio é a vocação paranaense e que a conquista deste novo status é resultado de um trabalho integrado e de mudança cultural com os produtores. Ele também destacou que o Paraná já tem um agronegócio sustentável e um modelo cooperativista pujante, e que o fim da vacinação vai ajudar a aumentar esse protagonismo da produção estadual nos cenários nacional e internacional. Para a ministra Tereza Cristina, o Paraná inaugura uma nova era sanitária no País

A assinatura da instrução normativa representa mais uma etapa do processo que visa a obtenção do reconhecimento de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pelo Ministério da Agricultura, em setembro do ano que vem, e pela OIE, a Organização Mundial de Saúde Animal, em maio de 2021. Segundo Norberto Ortigara, secretário de Agricultura e Abastecimento, o Paraná se preparou para esse momento com georreferenciamento de todas as propriedades rurais, constituição de um fundo para eventual sacrifício sanitário e melhoria da vigilância. Ortigara lembrou que há 50 anos o Paraná se esforça para superar essa enfermidade.

A decisão de suspender a vacinação se deve à qualidade do serviço de sanidade do Estado, atestada por meio de duas auditorias do Ministério da Agricultura no ano passado. O novo status sanitário permitirá ao Paraná dobrar as exportações de carne suína, das atuais 107 mil toneladas para 200 mil toneladas por ano caso o Estado conquiste 2% do mercado potencial. A campanha de vacinação contra febre aftosa será substituída pela campanha de atualização do rebanho. A medida acontecerá duas vezes por ano, nos meses de maio e novembro, e ficará a cargo da Adapar, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná.

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