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Os principais momentos da reunião de Bolsonaro com seus ministros

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  1. O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo da reunião ministerial do dia 22 de abril que foi apontada pelo ex-ministro Sergio Moro como uma prova de suas acusações de que o presidente Jair Bolsonaro teria tentado interferir na Polícia Federal. A reunião teve a participação de todo o ministério, abaixo estão os principais momentos do encontro.

Abraham Weintraub defende a prisão de ministros do STF

perdendo a luta pela liberdade. É isso que o povo tá gritando. Não tá gritando pra ter mais Estado, pra ter mais projetos, pra ter mais .. . o povo tá gritando por liberdade, ponto. Eu acho que é isso que a gente tá perdendo, tá perdendo mesmo. A ge … o povo tá
querendo ver o que me trouxe até aqui. Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF. E é isso que me choca. Era só isso presidente”.

Damares diz que pedirá prisão de governadores e prefeitos

“Nunca ouve tanta violação de direitos no Brasil como neste período. Direitos fundamentais foram violados. No nosso “disque cem” tem mais de cinco mil registros, ministros, de violação de direitos humanos. Mas o senhor tem uma ministra de Direitos Humanos e uma equipe muito corajosa. São mais de cinco mil procedimentos e ações que estão sendo construídas. Governadores e prefeitos responderão processos. Idosos estão sendo algemados e jogado dentro de camburões no Brasil.
Mulheres sendo jogadas no chão e sendo algemadas por não terem feitos nada … feito nada. Nós estamos vendo padres sendo multados em noventa mil reais porque estavam dentro da igreja com dois fiéis. A maior violação de direitos humanos da história do Brasil nos últimos trinta anos está acontecendo neste momento, mas nós estamos tomando providências. A pandemia vai passar, mas governadores e prefeitos responderão processos e nós vamos pedir inclusive a prisão de governadores e prefeitos. E nós tamo subindo o tom e discursos tão chegando. Nosso ministério vai começar a pegar pesado com governadores e prefeitos.”

Ministro do Turismo e Damares discordam sobre jogos de azar no Brasil: “Pacto com o Diabo”

 

Marcelo Alvaro Antonio (turismo)Aí eu falo também pra ministra Damares, que eu sei que é urna pauta muito sensível também a ela, que é a questão, presidente, é … porque o ministério do Turismo
agora tem que ter um planejamento, um plano de atração de investimentos, que é o que gera emprego, renda, é o que ajuda, obviamente, a economia do Brasil. E pra isso presidente, eu acredito que o momento propício nesse planejamento da retomada, discutir os resorts integrados. Não é legalização de jogos, não é bingo, não é caçaniquel, não é … são resorts integrados. Obviamente, presidente, uma pauta que precisa de ser construída a – Damares tá olhando com cara feia pra mim – uma pauta que precisa de ser construída com as bancadas da Câmara, tanto a evangélica, quanto a
católica, mostrando ou desmistificando vários mitos que giram em torno disso. Não sei se o ministro Paulo Guedes, é … concorda. Nós ternos a possibilidade de atrair pelo menos quarenta bilhões de dólares pro Brasil só de outorgas, de investimentos imediatos com essa pauta.

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Mas o que precisa ser feito, presidente, é realmente desmistificar a questão de evasão de divisas, de lavagem de dinheiro, de tráfico de drogas e pra isso eu sugeriria que nesse debate podia con .. . podi … pudéssemos contar com o ministério da Justiça, através da Polícia Federal, o Ministério Público na mesa, a Receita Federal, os órgãos de controle, mas obviamente, presidente, uma pauta que só levaríamos pra frente se a gente conseguir é … pacificar, ou nos fazermos enten … nos fazer entender
pelas bancada evangélica, pela bancada católica, pra que não haja uma distorção, é … na comunicação disso. Tem que ser um projeto muito bem feito que eu acredito que pode ser e nesse processo da retomada, uma grande oportunidade pro Brasil atrair grandes complexos dos quais apenas três por cento são utilizados para os cassinos. E outra, isso não tem impacto diretan1ente nenhum na família dos trabalhadores brasileiros.

Damares: Pacto com o diabo!

Marcelo: (Risos). Não. Não é bem isso não, né? Vou ter que começar a desmistificar
pra Damares aqui. Tô … tô vendo isso.

Salles defende desregulamentação enquanto imprensa está olhando para a pandemia

“Nós temos a possibilidade nesse momento que a atenção da imprensa tá voltada exclusiva … quase que exclusivamente pro COVID, e daqui a pouco para a Amazônia, o General Mourão tem feito aí os trabalhos preparatórios para que a gente possa entrar nesse assunto da Amazônia um pouco mais calçado, mas não é isso que eu quero falar. A oportunidade que nós temos, que a imprensa não tá … tá nos dando um pouco de alívio nos outros temas, é passar as reformas infralegais de  desregulamentação, simplificação, todas as reformas que o mundo inteiro nessas viagens que se referiu o Onyx certamente cobrou dele, cobrou do Paulo … cobrou da Teresa, cobrou do Tarcísio, cobrou de todo mundo, da …da segurança jurídica, da previsibilidade, da simplificação, essa … grande parte dessa matéria ela se dá em portarias e norma dos ministérios que aqui estão, inclusive o de Meio Ambiente. E que são muito difíceis, nesse aspecto eu acho que o Meio Ambiente é o mais difícil, de passar qualquer mudança infralegal em termos de infraestru … e … é … instrução normativa e portaria, porque tudo que agente faz é pau no judiciário, no dia seguinte. Então pra isso precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de COVID e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas. De IPHAN, de ministério da Agricultura, de ministério de Meio Ambiente, de ministério disso, de ministério daquilo. Agora é hora de unir esforços pra dar de baciada a simplificação regulam … é de regulatório que nós precisamos, em todos os aspectos.”

Nelson Teich apresenta plano da Saúde para o combate à pandemia

“Eu tô chegando aqui então é importante que eu coloque pra vocês como é que a gente vai trabalhar, né? A saúde ela é fundamental, porque enquanto a gente não mostrar pra a sociedade que a gente tem o controle da doença, da saída dela, qualquer tentativa econômica vai ser ruim, porque o medo vai impedir que você trate a economia como uma prioridade. Então controlar a doença hoje é fundamental. E controlar a doença não significa que a gente vai curar a doença em uma semana, mas que a gente não é um barco a deriva e que a gente tem uma estratégia pra trabalhar essa a doença, né? Então são três coisas que a gente vai trabalhar. Primeiro a informação, pra entender o que que é a doença, qual é a evolução dela, como é que tá infraestrutura pra cuidar da doença, porque um dos grandes problemas que a gente tem hoje, se a gente olhar o Brasil hoje, ele é um dos melhores países em número em relação à mortalidade. O que assusta é você ver que o hospital não consegue atender, é gente do frigorífico, é gente que tá abrindo cova em algum lugar pra enterrar e isso traz medo. E o medo impede que qualquer outra atividade tenha sucesso. Porque enquanto isso não for sanado, o restante vai ter muito pouca chance de ser comprado pela sociedade. A segunda coisa é estruturar a operação de cuidado. Então a gente vai investir em logística, vai investir na parte de compra e tentar melhorar o processo”.

Braga Netto conclui a fala de Teich

“Por quê? Porque se eu tiver os hospitais funcionando, eu vou ter os pacientes tratados, eu não tenho a sensação da crise, o medo melhora e o restante pode entrar. E a terceira coisa é a gente deixar claro um programa de saída do isolamento, do distanciamento. Não é que vá sair amanhã, mas a gente tem que ter um planejamento. Porque aí a gente realmente mostra que a … a situação tá na nossa mão. Pode ser que demore um pouco, mas a gente tá controlando esse processo, que a gente não tá sendo um barco a deriva. Então, basicamente eu queria fa … falar para você essa que é a forma como a gente vai tratar e vou … a gente vai tá interagindo com todos os ministérios que forem necessários para que isso aconteça da forma mais rápida possível, basicamente é isso e prazer tá aqui com vocês.”

Pedro Guimarães comenta sobre a estratégia da Caixa Econômica diante da pandemia

“Deixar trinta, quarenta, cinquenta milhões de pessoas passarem fome. Então, é só o meu recado dizendo o seguinte: a Caixa é o banco de todos os brasileiros. Poxa, a gente tá com trinta mil pessoas. Eu passo ligando quarenta e cinco pessoas na Caixa tiveram coronavírus. Dois faleceram, um na verdade com setenta anos, que já tava aposentado e outro. A pessoa é … é … eu chorei mais do que a pessoa, a mãe. […] Eu já falei pra minha esposa: se tiver qualquer coisa vou tomar um litro de hidroxicloroquina.”

Ernesto Araújo fala sobre a imagem internacional do Brasil no pós-pandemia-covid

 

“Eu tô cada vez mais convencido de que o Brasil tem hoje as condições, tem a oportunidade de se sentar na mesa de quatro, cinco, seis países que vão definir a nova ordem mundial. É, outro dia na conversa do presidente com o primeiro ministro da Índia, o indiano disse que vai ser tão diferente o pós-coronavírus do pré quanto pós segunda guerra do pré. Eu acho que é verdade e assim como houve um conselho de segurança que definiu a ordem mundial, cinco países depois da… da segunda guerra, vai haver uma espécie de novo é… conselho de segurança e nós temos, dessa vez, a oportunidade de tá nele e acreditar na possibilidade de o Brasil influenciar e forma … ajudar a formatar um novo é … cenário. E esse cenário é, … eu acho que ele tem que levar em conta o seguinte é … tamos aí revendo os últimos trinta anos de globalização. Vai haver uma nova globalização.”

Paulo Guedes e o plano de retomada econômica

“Eu queria fazer a primeira observação, é o seguinte, não chamem de Plano Marshall porque revela um despreparo enorme.”

Braga Netto: “Não, não, não, isso aqui foi só aqui e agora. É o Pró-Brasil.”

Paulo Guedes: “Então quando se falou em Plano Marshall, Pró-Brasil é um nome espetacular. Dez, mil. Plano Marshall é um desastre.  Revela despreparo nosso. […] Não se fala Plano Marshall, porque é um desastre. Vai revelar falta de compreensão das coisas. A segunda coisa é o seguinte, é super bem-vinda essa iniciativa, para nos integrarmos todos. Agora, não vamos nos iludir. A retomada do crescimento vem pelos investimentos privados, pelo turismo pela abertura da economia, pelas reformas.”  

Paulo Guedes sobre a China

“A China é aquele cara que cê sabe que cê tem que aguentar, porque pro cês terem uma ideia, pra cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três pra China.” 

(Congressoemfoco)

 

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