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Infância em risco: a baixa adesão à vacinação

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A afirmação é de Ana Paula Weinfurter Lima Coimbra de Oliveira é farmacêutica, especialista em Citologia Clínica, mestre em Ciências Farmacêuticas, professora de pós-graduação no Centro Universitário Internacional Uninter

Em 2022, completam-se 10 anos do lançamento da vacina inativada contra poliomielite. Administrada por via intramuscular, é considerada mais segura e eficaz do que a formulação em gotas que ficou famosa na erradicação da doença no Brasil e na maior parte do mundo.

Essa versão da vacina foi introduzida no Brasil em 2012 em um esquema de 2 doses, e ampliada em 2016 para a aplicação de 3 doses (aos 2, 4 e 6 meses de idade). O reforço é dado com as famosas gotinhas aos 15 meses e aos 4 anos. Mas, infelizmente, o Zé Gotinha não tem muito o que comemorar nesse aniversário de 10 anos deste aliado. A doença já tem reaparecido em algumas regiões do mundo, e o mês de agosto de 2022 tem sido marcado pela preocupação das autoridades de saúde do nosso país com a cobertura vacinal contra a pólio muito distante da meta de 95% das crianças.

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A cobertura vem caindo nos últimos anos e, Segundo o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), em 2020, a cobertura chegou a apenas 76,15% dos bebês. Desde 1989, nosso país não registra casos de poliomielite e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) certificou o Brasil como área livre de circulação em 1994. Mas essa vitória está sob risco devido à baixa cobertura vacinal que tem sido obtida nos últimos anos. A tal ponto que a própria OPAS inseriu o Brasil em uma lista com mais sete países como áreas que estão em risco alto para retorno da doença na América Latina.

Temos verificado efeito semelhante no que diz respeito à vacinação contra a covid-19 para a qual, considerando a população em geral, a adesão caiu para apenas cerca de 40% na dose de reforço. Essa situação aponta um comportamento de risco da população, e a aparente sensação de ‘segurança’ perante a determinada doença faz com que não haja procura por uma política pública gratuita, que já se mostrou altamente eficaz e que salva vidas.

É urgente a intensificação de ações de educação em saúde que sejam capazes de sensibilizar a população em relação à importância da imunização para manutenção do estado geral de saúde do país.

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Uma importante iniciativa é a Semana Saúde na Escola, que costuma ser realizada anualmente em uma parceria do Ministério da Saúde e da Educação. Mas, diante da queda na adesão que comentamos aqui, fica o questionamento: até que ponto essas políticas de educação em saúde efetivamente atingem a população em geral?

*Ana Paula Weinfurter Lima Coimbra de Oliveira é farmacêutica, especialista em Citologia Clínica, mestre em Ciências Farmacêuticas, professora de pós-graduação no Centro Universitário Internacional Uninter.

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