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Estiagem faz Rio Iguaçu registrar nível mais baixo desde 1931, indica monitoramento

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Medição da Copel e do Simepar mostra que nível em União da Vitória, na região sul do Paraná, está em 1,29 m, sendo que o normal é de 2,7 m.

A estiagem fez o Rio Iguaçu registrar na segunda-feira (11) o nível mais baixo desde 1931, quando o monitoramento foi iniciado, de acordo com a Copel e o Simepar. Em União da Vitória, na região sul do Paraná, o nível está em 1,29 m, sendo que o considerado normal é de 2,7 m.

“Significa dizer que apenas 10% da água que passa normalmente pelo Rio Iguaçu está passando naquela localidade. Ou seja, mais uma visão da seca extrema que o Paraná passa”, explica Julio Gonchoroski, diretor da Sanepar.

Conforme o Instituto das Águas do Paraná, o rio é o maior totalmente paranaense. Ele nasce em Curitiba e percorre 1,3 mil km, passando pelos três planaltos.

Essa não é a primeira vez que o Iguaçu sofre com a seca. Em 2006 e 2018, a falta de chuva também prejudicou a vazão e o nível do rio. Especialistas apontam que as duas estiagens não se comparam com a situação atual.

Segundo o Simepar, a seca histórica é resultado da chuva abaixo do esperado nos últimos três meses não só no local da medição, em União da Vitória, mas também na Região Metropolitana de Curitiba, onde fica a nascente.

“A gente tem experimentado uma situação de seca meteorológica que está ocorrendo desde o começo do ano e que agora está se traduzindo cada vez mais em uma seca hidrológica, em vazões baixas e níveis baixos”, afirma engenheiro hidrológico do Simepar Arlan Scortegagna.

Em União da Vitória, é possível ir a caminhando onde antes havia correnteza, o que preocupa quem mora próximo ao local. “Já vi essas águas lá em cima na avenida, hoje a gente está aqui embaixo vendo essa tristeza”, diz uma moradora, caminhando pelo rio.

Geração de energia
Além da preocupação com o abastecimento de água, outra consequência do baixo nível do rio é para a geração de energia elétrica. Isso porque, o Iguaçu alimenta reservatórios de seis usinas hidrelétricas, entre elas a de Foz do Areia, uma das principais do Sul do país.

O Simepar monitora a situação, as a perspectiva não é animadora. “A gente continua num estado de redução desses níveis, então muito provavelmente esses vão continuar diminuindo e essa seca vai ter um grau de extremidade, digamos assim ainda maior”, afirma o engenheiro.

Segundo ele, o prognóstico para maio é de chegada de frentes frias isoladas e que não serão suficientes para recuperar sequer os volumes normais de precipitação esperados para o mês.

Por RPC Curitiba

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