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Empresa Simples de Crédito e Cadastro Positivo surgem como alternativas de crédito para micro e pequenas empresas

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Nem sempre as condições são fáceis para que micro e pequenos empreendedores consigam crédito para movimentar seus negócios. No ano passado, na tentativa de dar uma alternativa de crédito mais viável e barata para esse segmento, o Governo Federal lançou a Empresa Simples de Crédito. A iniciativa tem como objetivo tonar mais em conta o crédito para microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas por meio de operações como empréstimos e financiamentos.

A diferença da Empresa Simples de Crédito para outras financeiras está na possibilidade de pessoas físicas realizarem operações diretas de crédito para micro e pequemos empreendedores. O consultor de Inovações Financeiras do Sebrae Adalberto Luiz comenta que a ideia principal é facilitar a vida dos pequenos, para que todos tenham oportunidade.

Adalberto Luiz, consultor de Inovações Financeiras do Sebrae
“A gente sabe das dificuldades que os pequenos negócios têm na obtenção de crédito, então, o primeiro objetivo é facilitar o acesso a ele. O outro é promover o desenvolvimento do município. Como a ESC opera em uma região mais restrita, há um ciclo de desenvolvimento municipal muito interessante.”

Para ser uma Empresa Simples de Crédito, é preciso observar algumas regras. Entre elas, a de que empresa só pode emprestar até o limite que dispõe de investimento, de não emprestar para pessoas físicas e observar o limite territorial, podendo conceder crédito somente para cidades limítrofes ao município sede.

Em 2020, já estão registradas mais de 700 Empresas Simples de Crédito, dados disponíveis no site da Redesin, compilados pelo Sebrae. Uma dessas empresas é a do Rafael Clementino. Ele é dono de uma das primeiras ESC abertas no Brasil. O empresário de Manaus (AM) conta que abriu a empresa porque o setor de crédito para esse público parecia promissor e porque sabe como é difícil em empreender no Brasil.

Rafael Clementino, empresário
“Sabemos na pele as dificuldades. Já tive outras empresas, sei como é difícil administrar um negócio e conseguir crédito no Brasil. As empresas e os bancos são muito criteriosos na concessão para os pequenos.”

Outra saída para facilitar a obtenção de crédito para micro e pequenos negócios é o Cadastro Positivo. Criado em 2011 e alterado no ano passado, o Cadastro Positivo é uma espécie de banco de dados com informações de operações de crédito e obrigações de pagamento quitadas ou em andamento, de pessoa física ou jurídica, de financiamento e empréstimos, por exemplo.

O mecanismo pode estabelecer pontuações para quem mantiver as contas em dia, o que pode facilitar a concessão de financiamentos e, consequentemente, reduzir juros. Com isso, bons pagadores podem pleitear taxas mais baixas. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, é preciso dar mais alternativas para esse público crescer.

Carlos Melles, presidente do Sebrae
“Uma das coisas mais importantes que o Brasil pode dar hoje aos seus cidadãos é uma espécie de ‘alforria’, uma anistia para aqueles que erraram ou que não tiveram sucesso, que a pandemia quebrou, espero que dê a eles uma chance de retomada.”

O Sebrae calcula que a iniciativa de incorporar cidadãos e empresas no Cadastro Positivo pode reduzir a inadimplência em até 45%. A estimativa é de que os efeitos do cadastro injetem mais de um R$ 1 trilhão na economia, além de incluir mais de 20 milhões de pessoas no mercado de crédito, mesmo sem comprovação de renda.

Para saber mais sobre essas e mais soluções para micro e pequenos negócios, acesse www.sebrae.com.br.

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