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Deputado Boca Aberta pede desculpas a agredido e a médicos brasileiros

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Processado por quebra de decoro parlamentar no conselho de ética da câmara, o deputado Boca Aberta (Pros-PR) pediu desculpas por ter agredido o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), e também à classe médica brasileira.

“Eu peço desculpas ao senhor Hiran Gonçalves e à grande classe médica profissional deste país que tem tratado, está na linha de frente lá na trincheira, tratando o povo brasileiro com carinho neste estado pandêmico que vivemos. Evidente que tem ‘mala’, mas 99% são homens e mulheres, médicos e médicas que querem o bem do povo brasileiro. A esses profissionais, peço desculpas”.

Boca Aberta prestou depoimento ao Conselho de Ética no processo por quebra de decoro (representações 2/19 e 3/19) movido contra ele pelo Partido Progressista (PP), por uma agressão contra Hiran Gonçalves e pela invasão de uma unidade de pronto-atendimento em Saúde na região metropolitana de Londrina, no Paraná, em 2019.

No hospital, Boca Aberta se indignou ao constatar que o médico de plantão dormia, ainda que não houvesse pacientes aguardando atendimento, e um tumulto teve início.

O PP acusa Boca Aberta de constranger médicos e profissionais da saúde, e ainda de expor suas imagens na internet.

Em sua defesa, Boca Aberta disse que não houve invasão, uma vez que a UPA é pública e que o médico não poderia dormir.

Os deputados Mário Heringer (PDT-MG) e Dra. Soraya Manato (PSL-ES), que são médicos, condenaram a conduta do acusado.

Houve trocas de ofensas entre Boca Aberta e Mário Heringer, e Soraya Manato, chorando, defendeu o direito de descanso do médico quando não há pacientes.

“Você errou com sua atitude. A gente não tem autoridade para chegar em qualquer lugar prendendo as pessoas, porque nós somos deputados federais. Nós estamos deputados federais”.

Com relação às acusações feitas contra o deputado Hiran Gonçalves, Boca Aberta admitiu ter errado ao acusar o parlamentar de Roraima de ter aceitado doações de empresa investigada na operação Lava Jato. Nesse exemplo, Boca Aberta disse ter baseado suas acusações em uma rápida pesquisa que fez na internet.

Hiran Gonçalves negou as acusações e disse ter sido exposto, mas aceitou o pedido de desculpas de Boca Aberta e, como também é médico, solicitou um pedido de desculpas à classe médica brasileira.

“Casos médicos são apaixonantes. Da maneira como se conduz, o senhor não coloca a sociedade contra um colega de Jataizinho (PR). O senhor coloca a sociedade contra uma classe de mais de meio milhão de profissionais”.

O relator do processo, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), deu por encerrada a instrução do caso.

“Eu vou fazer a recomendação que eu achar plausível. Quem vai dizer se os fatos imputados ou não a vossa excelência são válidos ou não é o conselho”.

O caso de Boca Aberta já havia sido analisado em 2019. Em dezembro daquele ano, o Conselho de Ética aprovou a pena de suspensão do mandato por seis meses, mas Boca Aberta recorreu, alegando que testemunhas não tinham sido ouvidas pelo relator. O recurso foi aceito em março pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e o processo está sendo analisado novamente.

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