Home Saúde Campanha para conscientizar a população sobre a gravidade da retinopatia diabética é lançada

Campanha para conscientizar a população sobre a gravidade da retinopatia diabética é lançada

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Mais de 18 mil pessoas faleceram por conta da diabetes ao longo de 4 anos, no Paraná. Os dados são do último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, computados entre 2015 e 2019. A média é de 3 mil e 600 óbitos pela doença por ano. A diabetes é a principal causa de cegueira em pessoas entre 20 e 60 anos de idade.

Para conscientizar a população sobre a dimensão do problema, as Sociedades Brasileiras de Diabetes (SBD) e de Retina e Vítreo (SBRV), se uniram em uma campanha nacional para alertar a população sobre os riscos do diabetes para a saúde ocular. O Hospital de Olhos do Paraná é um dos apoiadores da campanha “Abra os Olhos: o Diabetes pode levar à cegueira”, que tem como objetivo estimular as pessoas a retomarem a rotina de cuidados com a saúde, prevenindo assim a perda parcial ou total da visão. Quase 90% dos casos de cegueira ocasionados pelo diabetes poderiam ser evitados, com diagnóstico precoce e tratamento adequado.

A doença ocular mais comum, que tem o diabetes como causa, é a retinopatia diabética. O oftalmologista do Hospital de Olhos do Paraná, Carlos Augusto Moreira Neto, explica como ela age.

A retinopatia diabética ocorre quando os níveis de glicose no sangue estão muito elevados, o que propicia dilatações e rompimentos das veias. Entre os sintomas, a pessoa passa a ver pontos ou manchas fluentes, tem dificuldade de distinguir cores e enxergar à noite.

 

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 7% da população brasileira tem diabetes. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 146 milhões de pessoas têm algum grau de retinopatia diabética no mundo. O especialista Carlos afirma que a prevenção é o meio mais importante para evitar a cegueira.

 

Casos mais graves necessitam de outros tratamentos, com uso de laser ou injeções regulares que podem variar de 1x ao mês ou até 1 vez a cada 6 meses e cirurgia, que podem reduzir o edema e até recuperar a visão.

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