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AUDIÊNCIA TRAZ AÇÕES IMEDIATAS DO GOVERNO E PROPOSTAS PARA REFORÇAR SEGURANÇA NAS ESCOLAS

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AGÊNCIA REBOUÇAS- Rua: José Afonso Vieira Lopes, 303 - Centro, Tel (42) 3457-1100

O deputado estadual Hussein Bakri afirmou: “O objetivo foi trazer os atores que compõem esse cenário da Segurança Pública e Educação, envolvidos diretamente para debater da forma mais técnica possível. Nós esperamos um tempo para não tripudiar sobre a tragédia. Não é um debate político. Nos preocupa, preocupa os pais e temos que estar atentos e vigilantes a cada momento. Sem criar nenhum pânico, mas com muita responsabilidade, porque esse problema não acabou.

Sem exaltar o pânico e com muita responsabilidade para buscar alternativas, a Assembleia Legislativa do Paraná reuniu especialistas, pais, professores, representantes da Educação, da Segurança Pública e da sociedade civil para tratar de mais proteção nas escolas paranaenses, durante Audiência Pública proposta por três importantes comissões da Casa.

O evento na noite desta terça-feira (25) foi realizado pela Comissão de Segurança Pública, presidida pelo deputado Soldado Adriano José (PP); de Constituição e Justiça (CCJ), comandada pelo deputado Tiago Amaral (PSD); e de Educação, cujo presidente é o deputado Hussein Baki (PSD).

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Também participaram o Secretário de Segurança Pública, o coronel Hudson Leôncio Teixeira e de Educação, Roni Miranda Vieira, pastas diretamente ligadas a uma preocupação generalizada na sociedade. Que aumentou após os ataques neste ano, que deixaram uma professora (em São Paulo) e quatro crianças mortas em uma creche em Blumenau.

Os crimes elevaram para 24 o número de ocorrência com violência extrema em escolas no Brasil, com 28 estudantes mortos, além de quatro professores e dois profissionais de educação entre 2002 e 2023. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

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A Audiência Pública com o tema Segurança nas Escolas mostrou ações que já foram tomadas no Paraná após os últimos incidentes e o papel da Assembleia para desenvolver mais ações de prevenção e proteção.

O secretário de Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, explicou medidas adotadas tão logo os recentes episódios foram registrados. “A Polícia Militar, de forma imediata, reforçou a policiamento com 5.600 policiais nas escolas públicas e particulares. A Polícia Civil passou a acompanhar todas as redes sociais com o objetivo de minimizar ameaças. E mesmo diante de toda essa sensação de pânico, esse trabalho fez com que ações fossem inibidas. O Paraná fez de tudo para que, nesse período de crise, garantíssemos a segurança”, citou.

“As ações incluem receber esse adolescente, essa família, para ver qual o problema social, de violência e bullying precisa de atenção. E para serem monitorados, buscando a causa e o atendimento”, acrescentou. O Coronel também citou a previsão de aumento dos colégios Cívico-Militares de 206 para 400 unidades no estado.

Ele revelou que também houve a ativação do gabinete de Gestão de Crise no Centro Integrado de Comando e Controle Operacional, e

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m Curitiba, com representantes de diversos setores, trabalhando em conjunto para o enfretamento nos dias iniciais pós-ataques.

“O governo investiu em um grande pacote de ações, como o reforço do policiamento ostensivo das escolas e, especialmente, no treinamento de professores, que será concluído em todas as 2.100 unidades. Algumas ações já eram feitas e foram aceleradas”, detalhou o Secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda Vieira.

Além disso, ele citou o aporte de R$ 20 milhões para compra de equipamentos e criação de um botão de segurança para ser usado em casos extremos. Também está em andamento a contratação de psicólogos para atendimento, além da ampliação do Escola Segura e o diálogo com o Governo Federal para mais ações neste sentido.

Dia D

O secretário Roni Miranda Vieira comemorou a volta da normalidade na frequência escolar no Paraná, comprometida após os últimos ataques. “Semana passada foi um caos, especialmente na quinta-feira (20), quando várias informações circulavam pelas redes sociais”, comentou.

O coronel Hudson revelou que, no mesmo dia, vários delegados e investigadores da Polícia Civil foram por iniciativa própria a diversas unidades escolares para ministrar palestras e participar de atividades “mostrando que a escola é o ambiente mais seguro para as nossas crianças”.

Secretário da Justiça e Cidadania, Santin Roveda, comentou o impacto causado pela crueldade

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dos últimos atos violentos. “Não é de hoje que os atentados acontecem, mas nossa sociedade está doente pela falta de empatia. É importante também falar do papel dos pais na educação, tratar e orientar as famílias para mais controle sobre os filhos, especialmente em relação às redes sociais”, ponderou.

“Esse debate demostra uma preocupação em encontrar uma resposta para aquilo que é difícil entendermos. Uma realidade que não estamos acostumados. Essa Audiência é extremamente importante porque, de forma isolada, não vamos encontrar uma resposta. Ela está numa soma de esforço para esse momento de disfuncionalidade social”, disse o Diretor-Geral da Casa Civil, Luciano Borges.

O procurador federal Marcelo Alberto Gorski Borges recorreu ao Direito Comparado. Ele defendeu que sejam importadas medidas já usadas nos Estados Unidos, onde o volume de massacres é muito mais frequente – com 120 registros apenas este ano –, e adaptá-las à realidade brasileira.

“A melhor solução é a construção de um ambiente saldável, identificar o jovem que está nesse caminho para a violência e levá-lo para o acolhimento”, falou. Ele ainda lembrou o episódio ocorrido no Paraná, em 28 de setembro de 2018, quando um estudante de 15 anos atirou nos colegas em uma escola estadual de Medianeira, deixando dois alunos feridos.

O promotor Ricardo Casseb Lois citou que o tempo médio de um ataque é de 300 segundos. “Isso indica que é muito menos uma questão de segurança e os problemas se situam muito mais na área de educação e de saúde mental dos jovens”.

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“Desde 2005 temos protocolo para atendimento a crianças nas escolas municipais, mas o meu público, de um CMEI, por exemplo, com crianças de colo, não tem como abandonar a escola. Por isso, o trabalho integrado vai reforçar a segurança”, defendeu diretor da Guarda Municipal de Curitiba, Carlos Celso dos Santos Junior.

O delgado do Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente, Guilherme Rangel, explanou sobre a ‘loucura seletiva’ dos responsáveis e outros perfis de ataque. “Esse criminoso não age contra delegacias ou batalhões de polícias. Mas sim em locais como escolas, onde é mais difícil a reação das pessoas”, disse. Ele falou da importância em se proteger durante um ataque, tentando fugir, se esconder e, em último caso, lutar. (via- ALEP)

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