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Mulheres voltam às ruas do Paraná no 8 de março

Após a intensa mobilização feminina que mobilizou mais de um milhão de pessoas em todo o país contra o fascismo e por “Ele Não”, nas eleições presidenciais de 2018, mulheres em todo o Brasil voltam às ruas pra marcar resistência neste dia 8 de março. Na em data que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, manifestações estão previstas em ao menos oito cidades do Paraná.

Em Curitiba, atividades com o mote ‘A resistência nos une e a luta nos liberta’ são organizadas pela Frente Feminista, uma articulação composta por mais de 15 entidades e movimentos sociais. Na capital paranaense as mobilizações começam na Praça Santos Andrade, a partir das 12h, com atividades culturais como o Slam das Minas, uma batalha de poesias feita exclusivamente por mulheres. A partir das 16h, as manifestantes também começam a se concentrar na mesma praça para que uma marcha saia pelas ruas da cidade, às 18h. O ato deve encerrar às 20h, na Boca Maldita, no centro da cidade.

Integrante da Rede de Mulheres Negras e uma das organizadoras da mobilização, Juliana Mittelbach destaca a importância de as mulheres irem às ruas neste momento. Segundo ela, declarações conservadoras do novo governo no que diz respeito à discussão de gênero mostram que há uma tentativa de atribuir à mulher o papel de “rainha do lar”. “A nossa pauta diz justamente que a mulher tem que lutar pra ocupar o espaço onde ela quiser estar”, destaca.

Ela lembra também que as mulheres serão as principais impactadas por outras medidas do governo, como a proposta de Reforma da Previdência – que aumenta o tempo de contribuição e a idade para aposentadoria – além da possibilidade de armamento da população.

Juliana teme que a violência contra a mulher possa aumentar caso seja flexibilizado o porte de armas. Apenas em 2019, 126 mulheres foram assassinadas por feminicídio no Brasil. “A violência contra a mulher acontece em maior número dentro do próprio lar. Esse armamento da população pode fazer com que essa violência aumente ainda mais, e também que as agressões sejam ainda mais subnotificadas”, destaca. E explica: “As mulheres terão maior preocupação em registrar um boletim de ocorrência se souber que os companheiros têm uma arma em casa”.

O ato também irá relembrar um ano da morte de Marielle Franco, vereadora carioca brutalmente assassinada no dia 14 de março de 2018, ao lado do motorista Anderson Gomes. Até agora, nenhuma pessoa foi punida pelo crime.

 

fonte:SindiJor

Sobre CLAYTON ARISTOCRATES MOLINARI BURGATH

Jornalista, Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro-Sul do Paraná. Assessor de Imprensa e Comunicação

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