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fonte:Cristina Seciuk

Moro promete reproduzir modelo da Lava Jato no combate à corrupção

Sergio Moro esteve na sede da Justiça Federal em Curitiba nesta terça-feira (06) para um compromisso totalmente incomum desde que ganhou notoriedade à frente dos processos da Lava Jato. Na casa que ele abandona em janeiro, o juiz concedeu entrevista coletiva sobre o futuro na equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
Segundo Moro, o primeiro contato para convidá-lo a assumir um cargo no governo foi do próximo ministro da Economia, Paulo Guedes. Essa aproximação ocorreu ainda antes do segundo turno, mas as conversas só prosseguiram após o resultado das urnas. O futuro ministro da Justiça afirma que não estabeleceu condições para aceitar o cargo, em alusão a um possível interesse em uma vaga no Supremo. Diz que a tônica da conversa com Bolsonaro, no Rio de Janeiro em 1º de novembro, foi no sentido de identificar as convergências e as divergências contornáveis entre os dois e que aceitou o convite não como um projeto político, mas com o objetivo de fazer diferença.

Moro afirmou que pretende adotar medidas reproduzindo o modelo bem-sucedido da Lava Jato. Afirmou que, em paralelo, vai trabalhar na estruturação de uma série de propostas a serem enviadas ao congresso, numa espécie de resgate das originais ‘10 medidas contra a corrupção’.

Moro voltou a negar que tenha quaisquer pretensões de concorrer a cargos eletivos no futuro e defendeu ainda que não há qualquer narrativa política por trás de sua decisão. As interpretações nesse sentido foram classificadas por ele como fantasiosas.

Moro afirmou que considera o futuro presidente como “uma pessoa ponderada” e acredita que será possível dialogar, entretanto admite que alguns pontos podem ser menos negociáveis, pois foram plataforma de campanha do então candidato. Dentre esses, citou a flexibilização das armas.

Questionado sobre o fato de não ter enviado prontamente o seu pedido de exoneração, mas optado por tirar férias neste fim de ano e só se desligar da Justiça Federal em janeiro, o juiz rebateu.

Sergio Moro confirmou que deve se reunir nesta semana com o ministro Raul Jungmann para atividades iniciais da transição. Disse ainda que pensa em convidar pessoas que integraram a força-tarefa da Lava Jato para o Ministério, mas não adiantou nomes

Sobre CLAYTON ARISTOCRATES MOLINARI BURGATH

Jornalista, Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro-Sul do Paraná. Assessor de Imprensa e Comunicação

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