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Questão entre Ivo Jablonski e a Mitra da Diocese de União da Vitória ganha mais uma página

No dia 02 de maio último, o Juiz e Direito Luís Mauro Lindenmeyer Eche expediu mandado de busca e apreensão a ser cumprida junto à Mitra da Diocese de União da Vitoria, onde consta como exequente (autor da ação) Ivo Jablonski (Processo: 0011735-45.2018.8.16.0174). Sendo que a determinação tem como finalidade de se localizarem os Livros Caixas relativos aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2012, os quais são de interesse de Ivo Jablonski, que à época estava realizando seu trabalho na Igreja Catedral de União da Vitória, quando acabou sendo afastado , de acordo com ele, repentinamente, e sem direito a defesa. “Fui surpreso por um grupo de irmãos no sacerdócio reunidos, onde leram uma carta me acusando de uma série de coisas, sem direito algum de defesa ou manifestação. Ao final, me deram 3 dias para deixar as dependências da casa paroquial, sem poder ocupar nenhum lugar pertencente a Mitra Diocesana. Me senti tratado como se eu fosse um grande criminoso”, comentou Ivo, que frisa não ter sido afastado definitivamente do Sacerdócio.

Ele afirma ter sido surpreendido pelo ocorrido. “Aquilo foi uma “facada pelas costas”, visto que tudo o que era feito, eu fazia questão de comunicar e mostrar pessoalmente ao bispo. Fui surpreendido por uma “decisão tomada” como foi falado naquela reunião, sem chance de defesa nenhuma e sem nunca, sequer, ser chamado por algum colega no sacerdócio ou pelo próprio bispo da epoca para conhecer a minha versão”, menciona Jablonski.
De acordo com ele, à epoca foi divulgando que ele não aplicou os recursos na reforma da Igreja Catedral como deveria, descaracterizando o Patrimônio, entre outras coisas. “Porém, nunca recebi por escrito qualquer orientação ou proibição do que era ou não era para ser feito na reforma. Afinal, o que foi feito era sempre discutido em reuniões, bem como, conversas com o bispo que sugeriu pessoalmente a alteração de vários itens da Catedral, dentre eles a retirada da mureta da comunhão e o aumento do presbitério. Foram decisões pessoais dele e que foram respeitadas por minha pessoa”, relembra Ivo.
Diante de tantas acusações- classificadas por Ivo Jablonski como injustas – ele diz que se sentiu obrigado a entrar com um processo civil exigindo toda a documentação relativa a reforma da Catedral a fim de apresentar uma prestação de contas e assim esclarecer a todos os fiéis e demais interessados, o que foi realizado com os valores arrecadados para a reforma da catedral.
“Desde o primeiro momento em que se iniciou o processo, a Mitra bem como a Catedral se furtaram de todas as formas em apresentar as cópias dos documentos, se negando das mais diversas maneiras jurídicas para apresentá-los. Documentos estes que eu tinha pleno acesso e que me foi proibido inclusive de tirar as cópias na ocasião de minha saída”, frisa Jablonski.
Ele comenta que seu interese é ter acesso a documentação que está com a Igreja para apresentar uma prestação de contas a comunidade.
“Só estou somente pedindo apresentação dos documentos para uma prestação de contas, por que a Igreja me nega esse direito? Qual o interesse em não esclarecer os fatos à comunidade, levando-a a entrar com todos os recursos possíveis judicialmente?”. Há  anos tentam de todas as maneiras jurídicas impedir nosso acesso aos documentos, para esclarecer à comunidade que nunca houve nenhuma aplicação indevida de recursos”, destaca  Jablonski.

Agora após a vacância do cargo de bispo que havia na diocese, com a nomeação do novo bispo, Dom Walter Jorge, para a Diocese de União da Vitória, e com a determinação judicial aguarda-se para breve, quem sabe, o desenrolar de novos capítulos dessa história.

Sobre CLAYTON ARISTOCRATES MOLINARI BURGATH

Jornalista, Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro-Sul do Paraná. Assessor de Imprensa e Comunicação

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